terça-feira, novembro 30, 2004

Assim sendo...

... Desligaram-lhe a incubadora!

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Como é que eu não me lembrei disto???

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segunda-feira, novembro 29, 2004

Deixem dormir o bebé, por favor!

"Este é um Governo a quem ninguém deu quase o direito de existir antes dele nascer, e que, depois de nascer através de um parto difícil teve que ir para uma incubadora e vinham alguns irmãos mais velhos e davam-lhe uns estalos e uns pontapés" (Santana Lopes)

Pois então está tudo explicado!
Como é que queriam que este governo estivesse a governar o país?
O que é que um bebé consegue fazer?
Dorme (a maior parte do tempo), chora (e este chora muito), mama (e de que maneira), arrota (postas de pescada), caga (ou seja, faz merda) e volta a dormir.

O pior é que vai demorar 18 anos a atingir a maioridade e, a julgar por aquilo que se vê no país, para aí uns 28 anos até começar a trabalhar.

Por mim, acho que vou emigrar daqui a 12 anos. Não quero cá estar quando ele passar pela crise da adolescência! IRRA!!!

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O Nosso Primeiro

Dados Curriculares sobre Pedro Santana Lopes

Pedro Santana Lopes (PSL)

PSL, quando era pequeno e estava a perder no futebol, desistia a meio, pegava na bola e voltava para casa;
PSL foi estudar para a Alemanha, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL foi deputado do Parlamento Europeu, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL casou-se, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL casou-se novamente, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL casou-se uma terceira vez, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL teve uma empresa de Comunicação Social, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL tinha um projecto para a Câmara da Figueira, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL foi Secretário de Estado da Cultura, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL foi Presidente do Sporting, mas desistiu a meio e voltou para casa;
PSL foi Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, mas desistiu a meio... e foi ser Primeiro Ministro...

post, retirado do forum Techzonept.

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Pato Flopes

Lamento os ataques pessoais à vida privada de Santana Lopes, que alguns insistem em fazer, mas não lhe desculpo a falta de estatura política, somado ao facto de ideologicamente o Primeiro-Ministro estar a anos-luz das minhas opções.




E agora Senhor Presidente da República? Fui daqueles que defendi eleições antecipadas na altura da fuga do anterior Primeiro Ministro, Durão Barroso, compreendi a sua opção pela estabilidade política e o facto de marcar eleições para o período de férias não ser o mais adequado, mas a verdade é que a aparente estabilidade foi rapidamente substituída pela constante instabilidade, da qual o senhor e o actual Primeiro-Ministro são a parte de leão do problema. Compete-lhe agora emendar a mão, se para tanto lhe sobrar engenho e arte.

Recuperemos então velhos/novos slogans.





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quarta-feira, novembro 24, 2004

A Democracia e o Conforto

Durante um fim de semana, 54 ex-chefes de estado e de governo, entre eles o Engº Guterres e o Prof. Cavaco, estiveram reunidos em Madrid a analizar e perspectivar o mundo. Tomando como referencial um estudo das Nações Unidas.

O estudo, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), tem uma serie de indicadores, muito interessante e simultaneamente preocupantes.

Podemos verificar que para os Países desenvolvidos a preocupação maior é o terrorismo, e as formas como os seus governos atropelam os direitos individuais para em nome da segurança, criarem cada vez mais estados policiados. Do outro lado, nos países em vias de desenvolvimento, existe medo do terrorismo, no entanto a inépcia e corrupção dos quadros politicos está ao mesmo nível.

Na América Latina, por exemplo, o medo dos golpes de estado tem vindo a ser atenuado, no entanto 45% dos latinoamericanos não se importariam de apoiar um governo autoritário caso essa situação se traduzisse em melhores resultados económicos e, 42% não se importaria com o tema corrupção se as instituições funcionassem.

Ou seja numa região, tão assolada com os regimes fachistas, e onde 44% da população vive em estado de pobreza, os direitos humanos podem ser questionados se o tema for o conforto e bem- estar do povo.

Interessante é verificar que a maioria 57% , prefere o regime democrático a outro qualquer regime, apesar de 48% previlegiar o desenvolvimento à democracia.

Contradições, ou talvez não. Do estudo resulta que o que poderá estar mal é a forma como o Sistema Democrático é apresentado.

A Democracia Eleitoral não é um fim em si mesmo, mas um meio em que os eleitos, o são, para realizar os nossos anseios sociais, politicos e civis.

Com tantos exemplos, podemos perceber melhor, o porquê da estatisticas apresentadas.

O mundo tem de mudar, caso contrário corre o risco de poder colapsar próximamente. O medo doentio do desconhecido e forma insana como desbasta o património vai criar condições para o germinar de formas radicais e dementes de intervenção. O medo é o nosso maior inimigo, por isso,

Como disse Fernando Cardoso (ex-presidente do Brasil) ao encerrar a sessão, "Trata-se de combater o terror sem perder a crença nos valores fundamentais".

Por mim subscrevo.

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terça-feira, novembro 23, 2004

Onde Pára o Sonho?

Acabo de ouvir na rádio, que num inquérito realizado, se chegou á conclusão que 67% dos portugueses não leram, eu repito, NÃO LERAM qualquer livro.

Por extenso, para que não hajam dúvidas. Sessenta e sete por cento dos portugueses, não leram qualquer livro. Ou seja, quase seis milhões de portugueses, borrifaram-se para a leitura de livros.

Onde pára o sonho que cada livro nos induz? Onde está a alegria, a dúvida, a raiva que cada leitura nos traz? Como podemos esperar gente mais inteligente se não aprende? Onde pára a curiosidade sobre o desconhecido? Onde está o deleite da descoberta PORRA, ONDE PÁRA O PRAZER ÚNICO E INDIVIDUAL DA LEITURA?

Gente estranha, esta. Devem ser muito tristes, vazios e cheios de prosápia barata e inconsistente.

Quase me atrevo a dizer que este governo merece este povo. Ou será o contrário? Porra, uma coisa eu sei, eu não mereço isto. Ou seja este governo.

Vou acabar este post e ler um livro. Quero orgulhosamente fazer parte dessa enorme minoria que lê.

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sexta-feira, novembro 19, 2004

Pergunta? Que Pergunta?

Para quê perguntar quando já se sabe antecipadamenete a resposta e o comportamento dos Portugueses. Este post resultou de importação directa do Atrás da Orelha.

Sopraram-me à orelha que para o ano vai haver um referendo. Segundo percebi será qualquer coisa a ver com a Constituição Europeia, mas não percebi muito bem a pergunta, agora que percebi a resposta, percebi.
Não vale a pena o Estado gastar dinheiro (lembro que estamos em época de restrições) quando já toda a gente sabe os resultados do tal referendo, ou lá o que é. Eu até os antecipo e não sou vidente nem tenho qualquer relação com o mundo paranormal. Então cá vai:

Percentagen de cidadãos que irá votar: 14,37%
Votarão Sim: 87,35%
Votarão Não: 11,65%
Votarão em Branco: 0,74%
Votarão Nulo: 0,26%
Não sabem, não respondem, não querem saber, é-lhes indiferente, se alguém lhes arrear o calhau na cabeça não reagem, o Iraque está a anos-luz de Portugal, etc.: 85,63%

Para quê gastar dinheiro, quando não podemos ultrapassar o défice? No fim todos (a casta política entenda-se) virão vangloriar-se de mais esta vitória da democracia e votou quem quis e quem não votou é como se tivesse votado a favor e patati e patata. Nada de novo, já o Dr. Salazar tinha feito o mesmo.


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terça-feira, novembro 16, 2004

A Violência e a Tolerância

Um pequeno apontamento sobre a morte do realizador Theo Van Gogh.

Como todos sabemos a razão que, aparentamente, motivou o seu assassinato foi um filme sobre as condições das mulheres nas sociedades muçulmanas.

Um pequeno país, que alberga perto de um milhão ( 5,5% da população)de seguidores de Alá, vê-se confrontado com uma atitude intolerante e repugnante.

Como é possivel conviver com aqueles que não toleram uma opinião diferente ? Será possivel dar abrigo e direitos de igualdade a pessoas que os não compreendem ou apenas os usam em conformidade com os seus interesses, muitas vezes contra os próprios hospedeiros ? O filme apenas relata aquilo que todo o mundo sabe sobre as mulheres em países governados pelo Corão. Não têm direitos, são não pessoas e apenas existem porque a procriação passa por elas.

Estive, recentemente num país árabe, e não sendo dos mais intolerantes, verifiquei que os meus direitos lá correspondiam apenas a parte dos direitos dos nacionais. Como cheguei na época do Ramadão, não podia comer, fumar ou beber, em público mesmo não professando a religião, tenho de seguir a lei local. Muito bem, o País é deles logo as regras devem ser aceites por todos. Ok, eu aceito sem delongas, cerceia a minha liberdade mas, só lá fui porque quiz. Se quiser comprar um carro e, porque o sol é forte, quiser vidros fumados, só o posso pedir até um máximo de 30%. Os locais podem ter os vidros negros se o quiserem. Ok, eles mandam eu aceito, o País não é o meu. Vi ( ???!!!!! ) mulheres locais cobertas da cabeça aos pés que entravam nas lojas mais caras que eu podia imaginar. Compravam o quê? O que de mais caro existe na moda. Para quê? Não sei eu não via. Quando caminham na rua vão pelo menos 2 metros atrás. Ok, deve ser por terem as pernas mais curtas. Os trabalhadores, mais modestos são na sua maioria do Sri Lanka, India, Filipinas, etc, têm direitos? Nenhuns. Pagam uma quantia determinada por ano a um protector que lhes retem o passaporte e assim mantem o controlo sobre a sua vida. As mulheres são muitas delas escravas sexuais, podem queixar-se? Nem pensar. No dia em que o fazem são postas na fronteira e nunca mais podem regressar. Para quem é original dos países como Sri Lanka, India e outros que tais, a saída é provavelmente uma passo para maior miséria.

Quando vejo, a intolerância demonstrada pelo assassino do Theo Van Gogh, que se atreveu a mostrar o que existe, quando vejo manifestações de lesa direitos quando se proíbe o uso de símbolos religiosos em Países Laicos, quando vejo a ostentação dos dirigentes Arabes, pergunto: será que se deve manter o laxismo e tolerância que caracteriza as sociedades europeias? Será que não devemos exigir os mesmos direitos que lhes conferimos a eles quando visitamos os seus países? Será que atitudes laxistas não criam condições de intolerância e medo que podem levar as nossas sociedades a atitudes drásticas e intolerantes? Confesso que por mais tolerante que seja, uma visita a este tipo de país deixa uma sensação de falsidade, hipocrisia e ostenção verdadeiramente nojenta.

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quinta-feira, novembro 11, 2004

Problema de Expressão

Só p'ra dizer que te amo
nem sempre encontro o melhor termo
nem sempre escolho o melhor modo
devia ser como no cinema
a língua inglesa fica sempre bem
e nunca atraiçoa ninguém

o teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe
como o mar está do céu

só pra dizer que te amo
não sei porquê este embaraço
que mais parece que só te estimo
e há até um momento
em que digo o que não quero
e o que sinto por ti
são coisas confusas
e até parece que estou a mentir
as palavras custam a sair
não digo o que estou a sentir
digo o contrário do que estou a sentir

o teu mundo está tão perto do meu
e o que digo está tão longe
como o mar está do céu

e é tão difícil dizer amor
é bem melhor
dizê-lo a cantar

por isso esta noite
fiz esta canção
para resolver
o meu problema de expressão
p'ra ficar mais perto
bem mais perto
ficar mais perto
bem mais de perto

Carlos Tê, Kazoo

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Palestina

Foi-se a paz dos bravos...




...ficou a guerra dos cobardes!


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quarta-feira, novembro 10, 2004

Loja de Porcelanas

O que fazia um elefante
na tua loja de porcelanas
sei que não me vais dizer

foi por ele que tu me trocaste
e eu nunca soube porquê
nem nunca virei a saber

às vezes a beleza dói
quando o olhar reflecte
o que o coração inventou

O que fazia um elefante
na tua loja de porcelanas
sei que não me vais dizer

entrou e saiu pela frente
deixou tudo em pantanas
e tu voltaste a sofrer

e quando o ideal cai
tudo aquilo que promete
nunca acontece

Carlos Tê, Kazoo

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terça-feira, novembro 09, 2004

Atrás da Orelha

Em substituição do ACUSO! "2" (Antigo), mas mantendo o mesmo endereço, surge o Atrás da Orelha. É um novo blog ainda sem projecto, mas o tempo fará dele o que muito bem entender, poderá ser sério ou divertido, poderá ser bom ou não valer nada, tudo dependerá da disponibilidade que lhe possamos dar e da qualidade do que escrevermos. A palavra é vossa e cá ficamos à espera das vossas críticas.





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quinta-feira, novembro 04, 2004

Código de Barras

Deixa que o silêncio faça parte de nós

Deixa que o silêncio
Seja a parte de nós
Funda e indizível
Porque não estamos sós
Apenas a sós
E até se dispensa a vós

Deixa que ele seja
Um espelho fiel
Do que sinto por ti
Basta um gesto de mão
Só um olhar
P’ra mostrar a paixão

E se eu te mentir alguma vez
É porque nos lançam amarras
É para iludir o vídeo oculto
Que nos segue lá do alto
E nos traduz em barras

Num código de barras
Num código de barras

Assim nem eu nem tu
Teremos um amor captável
Pelo serviço secreto
Será indetectável
Jamais será cifrável

Ao abrirmos a boca
Será como o previsto
E até a felicidade
Será a que anunciam
Na publicidade

E se eu te mentir alguma vez
É porque nos lançam amarras
É para iludir o vídeo oculto
Que nos segue lá do alto
E nos traduz em barras

Num código de barras
Num código de barras

Carlos Tê, Kazoo

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terça-feira, novembro 02, 2004

GTI (Gentle, Tall & Intelligent)

O sonho dos meus amigos
é ter um GTI
não importa de que marca
de que cor
o sonho dos meus amigos
é ter um GTI
não importa se inglês ou japonês

eu ando pensativo
porque não tenho esse sonho
ando a pensar qual o motivo
porque não sonho com um GTI

O sonho dos meus amigos
é ter um GTI
não importa de que marca
de que cor
o sonho dos meus amigos
é ter um GTI
não importa se inglês ou japonês

os meus amigos riem-se de mim
por ser feliz assim sem sonhar com um GTI
eles não sonham que me basta ter-te a ti
a sonhar comigo desde que te conheci

O sonho dos meus amigos
é ter um GTI
não importa de que marca
de que cor
o sonho dos meus amigos
é ter um GTI
não importa se inglês ou japonês

desde que seja um GTI
desde que seja um GTI
p'ra que quero um GTI
se me basta ter-te a ti
eu não quero um GTI
deita fora o GTI
p'ra que quero o GTI
só me basta ter-te a ti

Carlos Tê, Kazoo

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segunda-feira, novembro 01, 2004

O Hábito do monge

É difícil ser bom monge
num mundo de encher a vista
como é difícil fazer surf
num mar de ondas sem crista
e quando se cai muitas vezes
o mal está no surfista
mal daquele que cai muito
não é visto só avista
e já Arquimedes dizia
se não houver nada por baixo
só lhe resta o estilista

ai o monge anda aos papéis
em busca do hábito certo
mas a beleza tem rígidas leis
oitenta e seis
sessenta oitenta e seis

vê o grego no pedestal
está o segredo na pedra
ou no cinzeiro do criador
está no hábito ou no monge
no papel ou no actor
há tanta gente infeliz
a vestir no sítio certo
que por mais tons e feitios
hão-de ser sempre imperfeitos
e há os da Feira da Ladra
que parecem ser os eleitos

ai o monge anda aos papéis
em busca do hábito certo
mas a beleza tem leis
oitenta e seis
sessenta oitenta e seis

Carlos Tê, Kazoo

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Mais voto útil? Útil para quem?




Parece-me a mim que a campanha anti-Bush a que temos assistido por cá está a tentar fazer esquecer algo que para mim é óbvio:
Kerry não é muito melhor do que Bush!

Num país que alterna entre PS e PSD já se devia ter aprendido a não ter este tipo de esperanças.

Além disso, em que é que estas eleições vão influenciar a nossa vida?
Os Estados Unidos são o que são, independentemente de quem está no poder. Será que Clinton não bombardeou o Iraque? Será que levantou o bloqueio a Cuba? Por acaso durante as administrações "democráticas" o Estados Unidos deixaram de apoiar ditadores e de "promover" mudanças de regime pelo mundo fora? Será que que Kerry vai falar com Bin Laden? Será que vai deixar de alimentar o conflito Israelo-Palestiniano? Acreditam mesmo que a corrida às armas vai acabar em favor de algum infeliz protocolo ambiental?

Curem-se, meus amigos!
Este tipo de anti-marketing (e não é de marketing que se trata?) é o mais eficiente nas classes ditas "esclarecidas" mas não deixa de ser areia para os nossos ingénuos olhitos.

Bush ou Kerry?
Antes o Bart Simpson!!!

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