quarta-feira, março 30, 2005

Em Defesa dos Animais, Contra o uso de Peles Naturais

Fátima Lopes deu várias entrevistas defendendo o uso de peles naturais. Conhecendo perfeitamenete o modo bárbaro como a maioria dos animais que fornecem essas peles são abatidos, Fátima Lopes demonstrou estar a favor da barbárie para gáudio de uns quantos ricos que podem dar-se ao luxo de pagar as referidas peles. Fátima Lopes colocou-se ao lado da insensibilidade e a favor de uma moda e economia neo-liberal que não hesita perante a ganância do lucro fácil.

A este propósito a Associação Animal pede-nos que divulguemos este pequeno vídeo de 1m 30s. Atenção aos mais sensíveis que algumas imagens são violentas.


Ainda há quem afirme que se o Mundo fosse governado pelas mulheres seria muito melhor, discordo abertamente, o problema não é de índole sexual, mas sim ideológica. Mulheres e Homens têm as suas particularidades, mas não se trata de uma questão de machismo ou feminismo, as duas faces da mesma intolerância, mas sim do modo como se pensa e se encara o Mundo e a Vida.

O sexo talvez ajudasse a melhorar o mundo, se todos pusessemos em prática uma célebre máxima dos anos 60: Make Love Not War. Sem querer ser sexista, acrescento, de acordo com os gostos e tendências de cada um e entre pessoas adultas, façam sexo sem tabús nem preconceitos. Façam muito sexo, mas com amor, e talvez o Mundo se transforme.

Como curiosidade posso contar-vos que há uma espécie de macacos, salvo erro na África Equatorial (vi este documentários num dos canais temáticos da TV Cabo há dois ou três anos), que resolve todos os seus conflitos latentes recorrendo ao sexo, sem discriminações, esse facto permite que a sua comunidade viva em harmonia e sem violência. Este facto só prova o que afirmei antes.

Para quem quiser mais informações sobre o assunto, pode consultar o site da Associação Animal.

|


domingo, março 27, 2005

Boa Páscoa!

Muitos leitores, sabendo que sou ateu confesso, podem admirar-se por estar aqui a desejar Boa Páscoa.

É verdade, não só aqui como através de e-mail ou sms, para amigos e familiares, para os meus companheiros da blogosfera, a todos me fartei de enviar votos de uma boa Páscoa. Não porque a Páscoa me diga alguma coisa, mas porque pode dizer a cada um de vós e se não disser a Páscoa, esta Páscoa, pode dizer qualquer outra festa, qualquer outra Páscoa.

O importante é que todos, sem excepção, vivam as suas festas de acordo com as suas convicções religiosas, políticas, filosóficas ou outras, em liberdade.

Pela liberdade, contra o fundamentalismo e a intolerância serão sempre os princípios defendidos neste blog.

Não partilho a opinião, defendida por muitos, de que a minha liberdade acaba quando começa a dos outros, mas sim que quanto mais livres forem os outros mais livre serei eu também.


|


sexta-feira, março 25, 2005

Clarificação que Urge

Devido ao muito trabalho e ao facto de ser administrador de seis blogs, torna-se praticamente impossível manter estes blogs devidamente actualizados, sendo uns prejudicados e outros beneficiados.

Para tentar reequilibrar os conteúdos e actualização destes blogs, cada um irá, pouco a pouco, especializar-se em temas bem definidos. No entanto os restantes membros destes blogs são livres de aderir ou não a este novo enquadramento temático.

Deste modo os temas serão os seguintes e desta forma distribuídos:


ACUSO! "1" --> História e Cultura.

ACUSO! "2" --> Política e Sociedade.

A CHAMA DO DRAGÃO --> FC Porto e Desporto em Geral.

CUCAMACUCA --> Educação e Ensino.

ATRÁS DA ORELHA --> Residual, recuperará alguns artigos publicados nos outros blogs.

----------------------

INFORMAÇÕES ONLINE DO A.V.E. DE REBORDOSA --> Informações diversas sobre as actividades do Agrupamento Vertical das Escolas de Rebordosa (Paredes). Trabalho é trabalho, conhaque é conhaque.


Este alinhamento não impedirá que uma vez por outra qualquer dos blogs citados não alargue o seu âmbito.

|


quarta-feira, março 23, 2005

Raptos


No Brasil a malandragem anda agora a raptar as mães dos jogadores de futebol, pelo menos só os raptos destas mães é que são notícia por cá. Depois da mãe de Fabiano, cujo paradeiro ainda se desconhece. Agora foi a mãe de Rogério a última vítima.

As mães são sagradas, as mães estão estão acima de qualquer malandragem. Até um malandro respeita a mãe dos outros como respeita a sua própria mãe, mesmo que não tenha sido a melhor mãe do mundo.

Quando o mundo está de pernas para o ar, quando o mundo não tem valores, quando o mundo está nas mãos dos poderosos (institucionais ou terroristas), já não existe o código de honra do malandro, simplesmente porque o malandro já não existe, o que existe em sua substituição é o crime organizado, cujo único objectivo é a obtenção do lucro fácil, rápido e pessoal, o qual se comporta como qualquer tipo de economia liberal, onde a única diferença é a licitude, ou não, dos meios utilizados. O elo mais fraco fica sempre esmagado.

Até quando os cidadão vão permitir o medo e deixar-se esmagar pela cobardia ou pela indiferença.

Que as mães de Fabiano e Rogério sejam rapidamente libertadas e com saúde. Que as mães de Fabiano e Rogério possam em breve abraçar os seus filhos. Mas não esqueçamos que muitas mães nunca mais abraçaram os seus filhos, ou os filhos que nunca mais abraçaram as suas mães, por terem sido vítimas de criminosos, políticos ou de delito comum (aliás para mim o crime é sempre um delito comum) sejam quais forem os seus autores/inspiradores: Inquisição, Hitler, Estaline, Franco, Salazar, Brejnev, Pinochet, Vilela, Castro, bin Ladem ou qualquer outro, porque a lista é quase interminável e já há muitos candidatos a substitutos.


|


terça-feira, março 22, 2005

O Ridículo Deveria, pelo menos Queimar as Mãos

De José Manuel Fernandes, emérito Director do insuspeito jornal Público, já quase tudo se pode esperar. Ele é director de jornal, professor de Faculdade, comentador político na Televisão e na Rádio e, creio um dia destes, quem sabe, escritor.

O homem, verte saber pelos lábios, é vê-lo falar de política interna é vê-lo perorar sobre politica estrangeira, o homem sabe que se desunha. Mais, o homem tem certezas, certezas inabaláveis.

Vi-mo-lo, defender a causa americana no ataque ao Iraque. A certeza com que defendeu a existência de armas de destruição maciça, a fé inabalável com que aceitou a boa fé dos americanos no estabelecimento da democracia no País, passados meses. De peito feito, defendeu toda a cambada de direita, que em Washington decidia o que era melhor e pior para os outros povos.

De facto passados meses, de se saber toda a embrulhada e embuste que o Americanos criaram para justificar os negócios no Iraque, e deste modo permitir que os amigos facturassem milhões, este senhor, tal como muitos outros não tiveram uma palavra para se assumirem como errados.

Para quem militou na extrema esquerda a auto-crítica é um acto normal, para JMF, isso são águas passadas.

Esta minha, pobre, prosa tem uma objectivo, dar a conhecer o vómito que constitui o editorial do Público de ontem, segunda-feira.

Nele, JMF, elabora o maior dos encómios a um dos maiores reaccionários de que Bush se rodeou, Paul Wolfowitz.

Leiam-no, ao editorial, e vomitem. Nem do Belmiro o JMF diz tais coisas.
O JMF tem pérolas, na prosa, que deveriam ser obrigatórias nos manuais de bajulação. Dizer que o Paul W., tem credenciais para Presidente do Banco Mundial, por ser licenciado em Matemática, é apenas uma.

Ao Público, vou continuar a ler, ao JMF esquecer é o minimo.


|


Uma Atitude Prepotente

Meus Amigos,

Fui um dos muitos maduros que aderiram desde o início ao projecto Fnac em Portugal. Gosto do espaço, gosto do conceito e encontro a maior parte das vezes competência nas abordagens feitas.

Não estou de acordo com o que estão a fazer neste momento, com os aderentes, e por isso uso esta plataforma para fazer uma acusação.

Direcção Marketing Serviço Cliente

A/T Exma Srª Marianne Willot

Exma Senhora,

Venho por este modo mostrar o meu desagrado pela recente atitude da Fnac, para com os seus aderentes e clientes.

Chamo-me António XXXXXX e tenho desde sempre um cartão aderente com o número XXX.YYY.ZZZZ. Aderi desde o primeiro dia e mantive-me fiel ao vosso conceito.

A Fnac foi, até há pouco tempo, a minha loja preferencial para livros discos e mesmo algum material electrónico. Poderá, caso deseje, confirmar que gastava por mês, uma quantia substancial nas vossas lojas de Matosinhos e de Lisboa.

A minha adesão, deu-se porque sempre achei o conceito interessante e como cliente poderia benificiar de pequenos mimos que a Fnac oferece aos seus aderentes. Nunca utilizei o cartão para crédito.

Surpreende-me, que após alguns anos convosco tenha recebido uma carta de uma entidade de crédito, ou de incentivo ao consumo, declarando que passava a ter um novo cartão (nº XXXX.YYYY.TTT.7999) com crédito associado e que tinha de assinar uma ordem de transferência permanente, em branco, em nome da dita instituição de crédito.

Primeira surpresa, eu não conheço esta entidade, nem a contactei ou pedi seja o que for. Segunda surpresa, dão-me um crédito que eu não pedi. Terceira surpresa, exigem a minha assinatura numa transferência permanente, em seu nome e sem qualquer quantia associada.

Contactado o número que os impressos anunciavam, deram-me a informação que esta instituição era a detentora dos cartões Fnac e as regras, agora , eram estas. Sem qualquer alternativa disseram-me que ou assinava ou deixava de ter acesso ao cartão Fnac.

A minha revolta, está exactamente aqui. Eu sou (era) aderente do cartão Fnac, não do cartão, Não sei o quê crédito lda, . Os senhores, pura e simplesmente escorraçaram os vossos fieis clientes para uma entidade com a qual nenhum de nós tem qualquer ligação. O meu interesse na Fnac são os bens culturais, o desta entidade apenas e só o meu dinheiro.

Não encontro nenhuma legitimidade nesta actuação, já que os senhores, pura e simplesmente não criaram nenhuma alternativa. Esqueceram-se que muitos de nós não utilizam o crédito ou qualquer das vantagens a que este associado.

Sinto-me injustiçado e direi até um pouco ludibriado por uma entidade como a Fnac, que recordando a sua genesis, não esperava viesse a ter um enquadramento deste tipo.

Lavro aqui o meu protesto e, caso não criem alternativas é com pena minha que deixarei de comprar seja o que for nas lojas Fnac, incentivando os meus amigos a fazerem o mesmo.

Despeço-me enviando cordiais cumprimentos,

De V. Exas

Atentamente

Esta foi a carta enviada. Espero resposta, até lá mantenho o meu protesto. Façam o mesmo.


|


domingo, março 13, 2005

Medicamentos de Venda Livre

Começou bem o Governo de Sócrates, quando na cerimónia de posse prometeu acabar com a exclusividade da venda de medicamentos de venda livre, isto é, não sujeitos a receita médica, nas farmácias.

Afrontou um dos mais poderosos lobbies portugueses e, embora não sendo uma medida transcendente, vai beneficiar muitos milhares de portugueses, que às vezes têm de percorrer dezenas de quilómetros para comprar uma simples aspirina.

O único reparo que faço em relação a esta simples medida é que seja feita, de acordo com decisões médicas, uma listagem actualizada dos medicamentos que podem ser considerados de venda livre sem que a saúde pública possa ser afectada.

Para já fica o aplauso, mas se a medida não for cumprida em curto espaço de tempo, então nós cá estaremos para cobrar esta promessa pública.

Por último um lamento. De facto para que servem as campanhas eleitorais se os partidos que nelas participam não anunciam algumas das medidas que tomarão caso venham a ser Governo?


|


Ao João Tunes, com Amizade

Quem quiser perceber melhor o signicado deste post deve começar por ler o anterior e os comentários ali feitos, assim como ler os artigos "SOBRE TERRORISMO, UMA INDIGNAÇÃO PERANTE UM AMIGO" e "SOBRE TERRORISMO, JUSTIFICAR E EXPLICAR NÃO SÃO CUMPLICIDADES?", publicados no Água Lisa (link aí à esquerda).

João penso que estás a fazer afirmações que não correspondem exactamente ao que afirmo, nem sobretudo ao que penso sobre o assunto. Penso que já te expliquei que é urgente combater os terroristas, mas também é necessário combater as causa da exclusão social, nem sempre essa exclusão social degenera em terrorismo, mas frequentemente degenera em marginalidade, em assassinatos, em crimes, mas também aqui não é só com a repressão que se solucionam estes problemas, é preciso também combatê-los a montante. Quanto ao discurso dos , ou do imperialismo, vulgo "States", desculpa lá mas é um bocado estafado. Não tenho dúvidas de que os Estados Unidos têm preocupações hegemónicas em relação ao Mundo , como não tenho dúvidas que quase 80 a 90% da riqueza produzida no Mundo está nas mãos dos americanos e escamotear esta realidade é tapar o Sol com a peneira.

Também sei perfeitamente que os atentados que referes são obra do fundamentalismo islâmico, mas continuo a afirmar que se não tivesse havido séculos de exploração colonialista e racistas dessas regiões, que mais tarde foram abandonadas a contra-gosto pelas potências coloniais, retirando-lhes a maioria dos quadros que possuiam, provavelmente não teriamos tantos problemas como aqueles que temos.

A Inquisição foi um crime, em nome de outro fundamentalismo, os anos de terror na revolução francesa indignam muita gente, mas ninguém fica indigando com os séculos de demonínio e terror a que a população francesa e europeia ficou sujeita durante o domínio senhorial.

Não sou cobarde, não tenho medo dos terroristas, não cedo a chantagens, nem viro a cara à luta, só acho que o combate ao terrorismo e à exclusão não se faz só com repressão, sobretudo com uma repressão cega, esse é o argumento da direita.

Por fim não estou a tentar justificar nada, sobretudo o que não tem justificação, mas somente a fazer uma constatação daquilo que me parece ser o que está a acontecer. Sem fundametalismos, nem portas fechadas a outras posições. Aliás aceitei e concordei, concordo, com as tuas críticas relativas à perigosidade do post inicial, por isso tenho tentado esclarecer melhor o meu ponto de vista.

Não pessoalizo questões, pelo contrário, tento distanciar-me para fazer uma análise menos sujeita às minhas próprias convicções políticas e religiosas, que conheces.

Não desculpo nem encontro justificações para o terrorismo, apenas tentei mostrar que, na minha opinião, reprimir os terroristas não é suficiente para acabar com ele, é preciso retirar-lhes campo de manobra e de recrutamento e, se com isso tornarmos o Mundo melhor, então ainda bem.

Daqui, da mesma margem do rio, te envio um abraço fraterno e cúmplice.


|


sexta-feira, março 11, 2005

11 de Março

Sem esquecer outro 11 de Março nos idos de 1975, a verdade é que o atentado de Madrid marca esta data de uma forma trágica e incontornável, não só à escala nacional, mas também mundial.

O terrorismo não se combate com terrorismo, mas sim com uma distribuição global da riqueza mundial. O problema não se resolverá numa ou duas gerações, mas não podemos esperar mais. É altura da Humanidade despertar para a realidade, a resolução dos problemas não pode ser adiada nem mais um minuto, pois corremos o risco de transformar o planeta num caos.

A Humanidade tem de começar a ter um pensamento global, pois os problemas que afectam as populações mais longínquas afectam-nos a nós também. Mantenhamos as nossas diferenças e acentuemos a tolerância em relação aos outros e a nós próprios, mas é urgente que se pense globalmente.

Parafraseando Kennedy junto do Muro de Berlim, apetece-me dizer que hoje somos todos madrilenos.

Apesar do meu péssimo castelhano arrisco:

HOY SOMOS TODOS MADRILEÑOS!



Nota:

O meu amigo João Tunes do Água Lisa 2 (link aí ao lado esquerdo), no comentário que fez, chama-me à atenção para a perigosidade deste post. Não deixo de lhe dar razão, devido às causas apontadas, embora a minha intenção não fosse aquela que ele vê, por isso e para que não restem dúvidas, deixo aqui a minha resposta ao seu comentário amigo e esclarecido: O meu post é mais dirigido aqueles que, sendo vítimas da desigualdade do mundo, são facilmente recrutados pelos facínoras que ajem em proveito próprio e com a única causa de provocar o terror e o caos. Para estes fundamentalistas assassinos não há qualquer perdão e urge uma acção directa e imediata.

Obrigado pelo reparo, pois de outra forma este post não ficava devidamente claro e tornaria possíveis intrepertações ou análises como a que referiste. Espero que agora compreendas onde pretendia chegar. Não se tratam de medidas a curto prazo, mas sim a médio e longo prazo. Não podemos ficar de braços cruzados, nesta hora deve reprimir-se o terrorismo, mas em simultâneo combater as suas "causas", sobretudo impedindo que a degradação e a pobreza dos países asiáticos, africanos e americanos, vítimas do colonialismo e do racismo branco, se tornem campo de recrutamento fácil para os terroristas. Repara que os verdadeiros terroristas nunca, ou raramente, morrem nos atentados, são sempre os fanatizados política ou religiosamente facilmente recrutados nas populações mais pobres e marginalizadas dos países mais pobres, ou que vivem nos guetos criados pelos países mais ricos. Faça-se um combate eficaz contra o terrorismo, mas trate-se em simultâneo dos problemas da pobreza e da marginalização no Mundo.

Aproximando os povos com tolerância e promovendo uma melhor distribuição da riqueza, só assim se conseguirá desmobilizar a facilidade de recrutamento dos diversos fundamentalismo e encontrar uma solução para o problema a médio ou longo prazo, não esquecendo que neste momento urge um combate eficaz aos verdadeiros terroristas, sem ocupação ilegal de países, sem generalizações estúpidas nem estigmatizações, mas com firmeza, evitando ao máximo os danos colaterais, que só dão armas aos terroristas e facilitam o seu recrutamento.

Onde estão os famosos, ou fantasiosos, serviços secretos do tempo da Guerra Fria, aqui teriam uma excelente oportunidade de actuar em prole da Humanidade e não de meros interesses pseudo-patrióticos ou patrioteiros.


|


A Realidade de Amina

Os nossos amigos do Blog 19 esclarecem-nos que a situação de Amina já está resolvida desde 2004.

A solução foi encontrada graças ao empenho da Amnistia Internacional e à colaboração de todos os que lutam contra a indiferença.

Quem quiser ficar a par de situação real, deve consultar este artigo.

|


terça-feira, março 08, 2005

8 de Março - Dia Internacional da Mulher
















Propositadamente este espaço fica em branco para que as Mulheres, mas também os Homens, digam de sua justiça.

|


segunda-feira, março 07, 2005

Os Extremos Tocam-se

A recente atitude do PP em devolver a fotografia de Freitas do Amaral (ex-líder e fundador do CDS), afixada em local próprio destinado aos Presidentes do CDS-PP, ao PS é uma atitude anti-democrática, ridícula, infantil e sobretudo estúpida.

Não tenho nenhuma estima pessoal por Feitas do Amaral. Limitei-me a ir constatando a sua evolução política e, sobretudo, as posições que foi assumindo nas questões nacionais e internacionais, sem nunca ter negado os seus princípios democrata-cristãos. Cada homem é livre de escolher o seu futuro e assim como se louva a viragem de uns também temos que admitir as mudanças de outros. Pelo facto de pertencer a um governo socialista, na qualidade de independente, não significa que Freitas do Amaral tenha rejeitado a democracia-cristã e adoptado o marxismo, mesmo que o tivesse feito ninguém tem o direito de o criticar por isso. Pode e deve ser criticado pela sua prática política, mas nunca por ter mudado de opinião, concorde-se ou não. Muito menos é admissível que se tente apagar o seu passado.

Não tenho mais simpatia por Freitas do Amaral do que a que tive no passado. Não esqueço o seu passado político, da mesma forma que não valorizo o seu presente. Como em qualquer um de nós deve ser respeita a sua evolução, desde que não seja por puro oportunismo e não tenho nenhuma prova que e tenha sido, pois esta mudança já se verifica há muito tempo, sobretudo depois de ter passado pela ONU.

Muitos dirigentes políticos mudaram as suas posições e opções ao longo dos tempos e, tanto quanto eu saiba, não foram estigmatizados por isso, em muitos casos foram até louvados. Vejam-se os casos relativamente recentes de Pacheco Pereira, Zita Seabra, Sousa Franco, Jaime Magalhães, Durão Barroso.

No entanto a atitude do PP foi característica de uma extrema-direita estúpida, reaccionária e anti-democrática que se aproxima, ou se sobrepõe, ao que de pior teve o estalinismo. Apagar as imagens não significa que se apague a História, mas há muita gente que continua sem perceber.

|


domingo, março 06, 2005

Ajudem a AMI com os vossos Impostos

Para atribuir à AMI (Assistência Médica Internacional) 0,5% dos seus impostos, na sua declaração de IRS. Basta preencher no Anexo H o Campo 902 do Quadro 9. A AMI está expressamente registada para receber o seu donativo.(Art. 32, nº6 da Lei nº16/2001 de 22 de Junho)Divulgue esta informação junto dos seus AMIgos.

Basta colocar no Campo 902 do Anexo H o NIPC da AMI: 502744910.

Não custa nada, não se paga mais imposto por ser solidário, 0,5% do nosso imposto que ia não se sabe para onde, vai directamente para a AMI e para a sua ajuda humanitária.

Para melhor esclarecimento consultar aqui.


Assistência Médica Internacional Posted by Hello

|


Entre-os-Rios, 4 Anos Depois

No passado dia 4 de Março passaram 4 anos sobre a tragédia da queda da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios (Castelo de Paiva). Cerca de 60 pessoas morreram e os corpos da maioria das vítimas nunca chegaram a ser recuperados. Todos conhecem os factos.

Quatro anos depois da tragédia ainda não se fez um julgamento dos eventuais responsáveis e, a continuar assim, a culpa morrerá mais uma vez solteira. O Tribunal de Primeira Instância foi inconclusivo e o juiz considerou não haver provas para responsabilizar quem quer que seja. Seguiu-se recurso para o Supremo, mas a data do julgamento continua por marcar, entretanto pelo menos um dos arguidos já morreu.

Não nos move nenhum sentimento persecutório, mas simplesmente um sentimento da mais elementar justiça que possibilite, com rapidez, julgar e condenar os responsáveis por este acto de negligência, sejam eles quem forem. Nós não podemos ficar calados.

Curiosamente nestes últimos anos passaram-se, a nível da Justiça, vários casos mediáticos e que envolveram figuram públicas. Desde o Caso Moderna, passando pelos casos Isaltino Morais, Fátima Felgueiras e Casa Pia, entre outros, a Justiça pariu um rato ou prepara-se para que tal volte a acontecer.

Apesar da separação de poderes, ou melhor, por causa da separação de poderes, os deputados não podem alhear-se da Justiça, porque são aqueles (Poder Legislativo) e o Governo (Poder Executivo) que dotam o Poder Judicial dos meios e mecanismos necessários para que a Justiça se faça de forma transparente e célere. Curiosamente durante a última campanha eleitoral não me lembro de ouvir uma palavra, a quem quer que fosse, sobre a Justiça e quais as suas propostas para a reforma do Poder Judicial. Será que há por aí muitos rabos de palha?

E os cidadãos o que fazem?

Quanto a mim os cidadãos exigiram nas últimas eleições uma alteração clara das práticas e políticas e não apenas uma simples mudança de Governo.

Continuemos pois atentos, exigentes e vigilantes.

|